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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

A música da viagem de hoje ou... I'm back

Não, nada mudou. Tudo mudou, mas na verdade não foi mesmo quase nada. Sou a mesma - sob diferente invólucro? - e as coisas que sempre foram sempre serão. Ou não? Acho que sim, e as que deixaram de ser só são mais aquilo que são do que antes... acho eu. Invólucro diferente, mas não o que é feito da matéria que se pesa, ou talvez um pouco... mas não principalmente. Principalmente, mudou o invólucro, o outro, o de dentro, o que embrulha o cérebro num papel de presente e o oferece a quem passa. Aquele que é feito das respostas que damos às pessoas no dia-a-dia, das nossas atitudes e principalmente, do nosso sentir. Esse mudou. A identidade permanece e a personalidade sofreu alguns ajustes... mas tudo está certo quando a forma final demonstra alguém que reconheço melhor do que antes, alguém de quem gosto mais, alguém que me dá gosto recordar, uma recordação boa que, espero, tenha vindo para ficar.

E o alcatrão, as árvores e os milhafres, os camiões, as localidades pequenas e as grandes, as que passamos ao largo e vemos apenas o nome e as que lhe furamos as entranhas e lhes vemos os controlos de velocidade. E a adrenalina da estrada toda livre, a perder de vista, a máquina acabada de carregar de cavalos e mais cavalos!!

Por algum motivo que desconheço, a vida parece ter-me presenteado com as condições perfeitas e ideais para desfrutar deste profundo prazer... apesar do acumular de anos e de quilómetros, o prazer e a adrenalina permanecem... quem vê de fora não tem dúvidas: ali está alguém que é feliz agarrada ao volante. Nisso, nada mudou. Quer dizer, mudou, o invólucro, mas isso nem é o mais importante. É importante, mas não é o mais. O mais é o que sempre foi, que lá está e sempre lá esteve e para sempre lá estará. E que não mudou.

Nem sempre o corpo reage bem à adrenalina; às vezes acalma-se outras chateia-se com pulsares de bomba prestes a explodir, por motivos nem sempre muito claros. A música entra aqui, é aqui que ela tem de entrar, porque ela vem adoçar a violência das sensações... ou espicaçar mais ainda.

Eis que escuto música clássica na Antena 2, alguém divaga acerca de qualquer coisa ao som relaxante de Haydn... mas a meio da viagem é preciso mais adrenalina; os cavalos precisam de incentivo. Convém, porém, começar de manso:


E de manso chega também uma ligeira sensação de tristeza, daquelas que nos assaltam sem darmos por isso, sem que saibamos ou percebamos o seu porquê, daquelas que passam tão depressa como vieram. The Editors, são mais depressivos do que à primeira possam parecer. Digo eu, sinto eu, sinto assim, agora, apenas, amanhã talvez não sinta assim, se a sensação persistir é porque são, ou é porque eu assim os acho.

And... LOVE REPLACES FEAR! ...

Keep a light on those you love
They will be there when you die
Baby there's no need to fear
Baby there's no need to cry
Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece in your life
Will it mean something to someone?
You fuse my broken bones
Back together and then
Lift the weight of the world
From my shoulders again
Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece in your life
Will it mean something to someone?
Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece of your life
Will mean something to someone
You touch my face god whispers in my ears
In my..
There are tears in my eyes
Love replaces fear
You touch my face
god whispers in my ears
In my year (ear)..
There are tears in my eyes
Love replaces fear
Fear
Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece in your life
Will mean something to someone
Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece of your life
Will mean something to someone


The Editors ficam, mas não até ao fim; os cavalos clamam por mais adrenalina. Talvez Queen, mas já não existem; existem, sem existir. Mas na verdade existem disfarçados sob novas roupagens, um invólucro que é por dentro e é por fora. Um que mistura ao estilo "Queen" puro, elementos das mais diversas origens, num todo debochado de quem se está pouco lixando seja para o que for. E dizem que resistem. E que não os vão controlar... assim seja!


The paranoia is in bloom, the PR
Transmissions will resume, they'll try to
Push drugs, keep us all dumb down and hope that
We will never see the truth around, so come on

Another promise, another scene, another
Package not to keep us trapped in greed with all the
Green belts wrapped around our minds and endless
Red tape to keep the truth confined, so come on

They will not force us
And they will stop degrading us
And they will not control us
We will be victorious, so come on

Interchanging mind control, come let the
Revolution take its toll, if you could
[- From: http://www.elyrics.net/read/m/muse-lyrics/uprising-lyrics.html -]
Flick a switch and open your third eye, you'd see that
We should never be afraid to die, so come on

Rise up and take the power back, it's time that
The fat cats had a heart attack, you know that
Their time is coming to an end, we have to
Unify and watch our flag ascend, so come on

They will not force us
They will stop degrading us
They will not control us
We will be victorious, so come on

Hey, hey, hey, hey
Hey, hey, hey, hey
Hey, hey, hey, hey

They will not force us
They will stop degrading us
They will not control us
We will be victorious, so come on

Hey, hey, hey, hey





E para terminar... a obra-prima, em música e em letra!




I know you've suffered
But I don't want you to hide
It's cold and loveless
I won't let you be denied

Soothing
I'll make you feel pure
Trust me
You can be sure

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognise your beauty's not just a mask
I want to exorcise the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

You trick your lovers
That you're wicked and divine
You may be a sinner
But your innocence is mine

Please me
Show me how it's done
Tease me
You are the one

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognise your beauty's not just a mask
I want to exorcise the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

Please me
Show me how it's done
Trust me
You are the one

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognise your beauty's not just a mask
I want to exorcise the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

2 comentários:

APO (Bem-Trapilho) disse...

olá amiga!
Um pouco fora de tempo, mas quero à mesma desejar-te as Boas Festas! :)
mil bjos, minha linda!

Porcelain Doll disse...

Olá, linda!! Bom ano para ti também!! Que a minha vida de atribulação e correria me deixe vir mais até à blogosfera! Queixava-me de vazio... entupir tudo é, afinal, a coisa mais fácil que existe no mundo!! :))

Beijosss!!

Acerca de mim

A minha fotografia
Subtilmente rebelde, mas profundamente rebelde; sinto muitas vezes necessidade de ser do contra, mas não apenas por ser... mais para manifestar a minha opinião, mesmo quando, e sobretudo quando, sei que ela não vai agradar... é uma forma como outra qualquer de conquistar espaço... preciso dele. Muito.Endiabrada, individualista e egocêntrica, mas não egoísta: profundamente generosa para com quem eu acho que merece. Extremamente espaçosa (psicologicamente obesa)... não me entalem que eu arranho!! Sou feliz, felicidade que só faz sentido porque acompanhada por um profundo sentimento de revolta pelo pouco que o ser humano faz para combater o seu triste e natural estado de ignorância... pouco e mal. Sorrio pouco, mas rio-me muito. Consigo até ser uma pessoa bastante paciente e tolerante também (se me apetecer...). Faço da minha vida uma eterna busca de me procurar, de me encontrar e de me transcender. Procuro ser, acima de tudo, fiel a mim mesma - não me venham com preconceitos ou estereótipos. Temo apenas uma coisa nesta vida: os dias todos iguais. Strong porcelain made.

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